Proposta de acabar com o Simples Nacional: quais são os riscos que você corre?

Uma notícia veiculada nos últimos dias pode ter te deixado em alerta: afinal, o Simples Nacional vai acabar? O que você tem a ver com isso? No início de dezembro, a jornalista da Folha de S. Paulo Maria Cristina Frias divulgou um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), no qual se propõe a revisão dos incentivos dos regimes de lucro presumidos dos micro e pequenos empreendedores.

O levantamento “Desafios da Nação, volume 2” foi coordenado por Alexandre Ywata e Adolfo Sachsida, economistas do IPEA e que fizeram parte da equipe de transição do governo de Jair Bolsonaro (PSL). “A questão é entender se a abrangência desses benefícios não é excessiva. Diversas pesquisas já apontaram que eles causam distorções. Se caírem, haverá espaço fiscal que permitirá reduzir o Imposto de Renda sobre a pessoa jurídica”, afirmou ao jornal Melina Rocha Lukic, economista e uma das autoras do estudo.

Na prática, o que seria essa mudança do Simples Nacional?

Previsto na Lei Complementar nº 123, de 2006, o Simples Nacional nada mais é do que o regime de tributação (arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos) das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. Esse é um regime que unifica os impostos federais, estaduais e municipais em uma única cobrança e gera uma economia de 40% na carga tributária. Além disso, de acordo com o Sebrae, instituição à frente do programa, esse é o principal instrumento de sustentação dos pequenos negócios no país.

Além disso, hoje o MEI dispõe de benefícios como salário-maternidade, auxílio doença, auxílio reclusão, pensão por morte e aposentadoria por invalidez ou por idade. Quem opta por essa modalidade – válida para empresas que faturam até R$ 81 mil/ano – recolhe valores fixos mensais que variam de R$ 48,70 a R$ 53,70, e englobam o INSS, ISS e ICMS, além de não precisarem de um contador para atender às exigências legais.

Caso a mudança de fato ocorra, os micro e pequenos empresários passariam a arcar com uma alíquota única (a princípio de 20%), equiparando, assim, às empresas optantes pelo Lucro Real (médias e grandes empresas), que hoje recolhem mais do que 20%.

Para quem se enquadra no MEI, essa seria uma péssima mudança, uma vez que os impostos cobrados aumentariam significativamente. “Quem é contra a medida defende que a extinção do Simples trará, de imediato, um efeito devastador às pequenas empresas. Isso porque elas terão uma elevação abrupta de sua alíquota de tributos, inviabilizando a continuidade das pequenas empresas. Isso traria o caos à economia, com a sensível diminuição do PIB e um abrupto aumento nas taxas de desemprego”, pontua Julio Conrado, advogado trabalhista e sócio do escritório FNC – Fritzm Nunes e Conrado – Advogados e Consultores.

Essa medida é boa para quem?

De acordo com Alvacir Hayashi Ferreira, professor de economia da IBE Conveniada FGV, essa medida traria benefícios para as grandes empresas, que são optantes pelo Lucro Real e hoje pagam em torno de 34% (15% de Imposto de Renda + 10% de adicional + 9% de Contribuição Social).

“Com isso, as contas públicas acabam sendo punidas com os benefícios que são gerados pelo MEI, uma vez que o contribuinte paga um valor baixo e tem acesso a vários benefícios. Mas é preciso ponderar que, com o aumento nos impostos, muitas das pequenas empresas poderiam fechar suas portas por não conseguir atender às exigências tributárias, o que impactaria em desempregos ou aumento nos empregos informais”, ressalta.

Conrado explica que essa é uma discussão que perdura desde 2017 e tem como defensores o Banco Mundial e a Receita Federal. “No entendimento dos defensores da extinção do Simples, isso engessa o mercado, inibindo assim o crescimento econômico e a geração de empregos e arrecadação tributária. Isso acaba por transferir o ônus às empresas de médio porte, que tem sobre si uma carga tributária bem severa.”

Sou MEI, Como posso me proteger?

Antes de tudo, é preciso ter em mente que essa medida está em fase embrionária e precisará percorrer um longo caminho para entrar em prática – ela depende de projeto de lei a ser aprovado no Congresso. Infelizmente não há muito o que se fazer além de esperar por uma decisão final. Entretanto, Ferreira aconselha que a microempreendedora estude formas alternativas de investimentos de longo prazo, a fim de garantir sua aposentadoria, sem depender exclusivamente do INSS.

“Pessoas optantes pelo MEI possivelmente perderão alguns benefícios caso essas propostas sejam aprovadas. Assim, é preciso se preparar para o aumento dos impostos no cenário atual”, conclui.

 

 

Por 

Fonte: financasfemininas.com.br

Receita Federal declarará inaptos 3,4 milhões de inscritos no CNPJ

O contribuinte deve sanear as omissões de escriturações e de declarações dos últimos 5 anos

Receita Federal declarará inaptos 3,4 milhões de inscritos no CNPJ por omissão de declaração

Para evitar a declaração de inaptidão de sua inscrição, o contribuinte deve sanear as omissões de escriturações e de declarações dos últimos 5 anos.

A Receita Federal está intensificando as ações para declarar a inaptidão de inscrições no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) de contribuintes que estejam omissos na entrega de escriturações e de declarações nos últimos 5 anos, em especial das Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF).

O Ato Declaratório Executivo (ADE) de inaptidão passará a ser publicado no sítio da Receita Federal na internet pela Delegacia da Receita Federal do domicílio tributário do contribuinte.

Estima-se que até 3,4 milhões inscrições no CNPJ sejam declaradas inaptas até maio de 2019.
Para evitar a declaração de inaptidão de sua inscrição, o contribuinte deve sanear as omissões das escriturações e declarações dos últimos 5 anos.

Efeitos da Declaração de Inaptidão:
De acordo com a Instrução Normativa RFB nº 1.634, de 2016, a inaptidão do CNPJ produz diversos efeitos negativos para o contribuinte, como: o impedimento de participar de novas inscrições (art. 22), a possibilidade de baixa de ofício da inscrição (art. 29), a invalidade da utilização da inscrição para fins cadastrais (art. 45), a nulidade de documentos fiscais (art. 47) e a responsabilização dos sócios pelos débitos em cobrança (art. 48).

Como identificar as omissões:
O contribuinte pode consultar a existência de omissões na entrega de declarações no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) no serviço “Certidões e Situação Fiscal”, nos itens “Consulta Pendências – Situação Fiscal”, com relação às obrigações acessórias não previdenciárias, ou a “Consulta Pendências – Situação Fiscal – Relatório Complementar” com relação às obrigações acessórias previdenciárias.

Regularização das omissões:
Para evitar a declaração de inaptidão de sua inscrição, o contribuinte deverá entregar todas as escriturações fiscais e as declarações omitidas relativas aos últimos 5 anos. Se o contribuinte deixar omissões não regularizadas e que não configurem situação de inaptidão, estará sujeito à intimação e ao agravamento das multas por atraso na entrega. É importante lembrar que os custos da regularização após a intimação serão maiores.

Regularização da inaptidão:
Após a inaptidão ter sido aplicada, o contribuinte que efetivamente necessitar que a inscrição seja reativada deverá entregar todas as declarações omitidas indicadas na “Consulta Pendências – Situação Fiscal” e também as listadas no ADE de inaptidão. O contribuinte não poderá ter nenhuma omissão para obter a reversão da inaptidão.

Se as omissões que causaram a inaptidão decorrerem de problemas cadastrais, como falta da comunicação de baixa etc., o contribuinte deverá solicitar a correção de cadastro para obter a regularização da omissão e a anulação da inaptidão.

Baixa por inaptidão:
O contribuinte que permanecer inapto terá sua inscrição baixada assim que cumprido o prazo necessário para esta providência e as eventuais obrigações tributárias não cumpridas serão exigidos dos responsáveis tributários da pessoa jurídica.

 

FonteS: RFB e FENACON

Sua empresa foi desenquadrada do MEI, e agora?

transição de MEI para microempresa gera dúvidas entre muitos empreendedores. Com o alcance do limite faturamento para o microempreendedor individual, chega o momento de fazer o chamado desenquadramento.

A questão é: o que caracteriza essa mudança? Ela é realmente obrigatória? É possível mudar para ME sem ultrapassar os limites estabelecidos para a receita?

É o que vamos descobrir neste artigo.

MEI e microempresa: quais são as principais diferenças?

Esses dois formatos de formalização empresarial apresentam diferenças desde oregime tributário. Enquanto para um é obrigatório se encaixar no Simples Nacional, para o outro é possível escolher entre o Simples Nacional, o Lucro Presumido e o Lucro Real.

Além disso, existem outras diferenças relevantes, como você verá a seguir:

MEI

O microempreendedor individual é uma pessoa jurídica que atua por conta própria e tem como faturamento máximo R$ 81 mil ao ano. O empresário não pode ter participação em outro negócio nem contar com sócio. Ou seja, precisa atuar de forma semelhante ao autônomo.

O enquadramento no MEI é feito pelo Portal do Empreendedor, que emite o CNPJ na hora. O restante da formalização é feita pela Prefeitura do município em que o empreendedor reside e na Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), se sua atividade for de comércio ou indústria.

A partir disso, torna-se possível emitir notas fiscais eletrônicas (NF-e), sendo que está desobrigado de ter conta-corrente pessoa jurídica – no entanto, é recomendado.

A principal característica do MEI é sua carga tributária reduzida e o sistema de recolhimento único, feito por meio de um Documento de Arrecadação Simplificado (DAS). Em 2018, os valores pagos são de:

  • R$ 47,85 para comércio e indústria
  • R$ 51,85 para prestação de serviços
  • R$ 52,85 para comércio e serviços.

O pagamento em dia dessa contribuição assegura todos os direitos trabalhistas e previdenciários, como licença maternidade, aposentadoria, auxílio doença, entre outros.

Outro benefício do microempreendedor individual é a isenção dos seguintestributos:

  • Imposto de Renda (IR)
  • Programa de Integração Social (PIS)
  • Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins)
  • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)
  • Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Um cuidado necessário é que nem todas as atividades estão contempladas no MEI. A lista de ocupações permitidas está disponível no Portal do Empreendedor. Além disso, o empreendedor pode ter, no máximo, 1 funcionário.

gestão contábil é simples, sendo que a movimentação é feita mensalmente por meio de um documento disponibilizado pelo Portal do Empreendedor. Inexiste obrigação de contratar um contador, embora seja bastante interessante contar com a assessoria de uma empresa contábil.

Microempresa

A ME permite um faturamento de até R$ 360 mil anual. Por ser reconhecido como um empreendimento de porte micro, sua formalização é mais burocrática e requer a apresentação de um contrato social, que deve ser registrado na Junta Comercial.

O empresário pode optar por um dos 3 regimes tributários disponíveis:

  • Simples Nacional: é simplificado e tende a ser a melhor opção devido ao recolhimento simplificado dos impostos, inclusive os federais
  • Lucro Real: calcula os impostos a partir do lucro efetivamente obtido no ano de exercício
  • Lucro Presumido: realiza a contabilização dos tributos a partir de uma tabela predeterminada.

Em muitos casos, os empreendedores optam pelo Simples Nacional, porque o cálculo de impostos costuma ser mais interessante. A contabilização é feita com base em uma tabela específica desse regime tributário, que considera a receita auferida nos 12 meses anteriores.

A microempresa ainda pode ter vários empregados, sem limitação alguma. A gestão contábil exige a contratação de um contador para o cumprimento das obrigações mensais.

Qualquer atividade pode ser registrada como ME. Por fim, o valor pago é baseado na receita.

Quando é preciso migrar de MEI para microempresa?

Essa ação é obrigatória sempre que o MEI estourar o limite de faturamento anual. A partir disso, é necessário solicitar um novo enquadramento. Esse processo considera a receita obtida. Como costuma ficar abaixo de R$ 360 mil, a tendência é seguir para ME.

Nesse caso, a transição pode ser feita a partir de 2 situações diferentes:

Faturamento fica entre R$ 81 mil e R$ 97,2 mil

O limite de faturamento contempla uma margem de tolerância equivalente a 20%. Assim, quando a receita bruta fica entre esses 2 valores, o empreendedor deve recolher mensalmente o DAS até dezembro do mesmo ano de exercício e posteriormente retirar um documento complementar.

O segundo DAS abrangerá os tributos do Supersimples do mês de janeiro seguinte ao do ano-calendário. O vencimento desse boleto costuma ser dia 20 de fevereiro. Já sua geração é feita no momento da Declaração Anual do MEI (DASN-SIMEI).

Perceba que a partir de janeiro do ano seguinte ao excesso de faturamento, o recolhimento é feito a partir do Simples Nacional. Os percentuais aplicados inicialmente são de 4%, 4,5% ou 6% sobre a receita mensal.

Faturamento ultrapassa R$ 97,2 mil

Nesse caso, o enquadramento é feito no Simples Nacional, desde que o faturamento seja de até R$ 4,8 milhões por ano. Quando a receita bruta obtida é de até R$ 360 mil, vira ME. Se for maior, enquadra-se como empresa de pequeno porte (EPP).

A condição é retroativa a janeiro ou ao mês da inscrição, quando o excesso acontecer durante o ano-calendário da formalização. Por exemplo: tendo ultrapassado R$ 97,2 mil em junho, continua passando para ME, retroagindo a janeiro, desde que a receita bruta se mantenha em até R$ 360 mil.

Em caso de início de atividade, considera-se o limite proporcional, ou seja, R$ 6,75 mil ao mês. Assim, com a abertura do MEI em maio, a receita bruta máxima é de R$ 47,25 mil.

Outros motivos

desenquadramento também pode acontecer por outras razões. As principais são:

  • Por opção: pode-se solicitar o desenquadramento a qualquer momento, com efeito a partir de janeiro do ano seguinte. Se a comunicação ocorrer nesse mês, é válido já para o ano-calendário.
  • Desenquadramento automático: ocorre quando o MEI altera sua natureza jurídica para empreendedor individual (EI), inclui uma atividade econômica não permitida ou abre uma filial. Essas alterações no CNPJ são válidas a partir do mês posterior ao da ocorrência.

Como transformar MEI em microempresa?

solicitação deve ser feita no Portal do Simples Nacional, independentemente do motivo do desenquadramento. É necessário gerar um código de acesso, conforme as instruções apresentadas, para então selecionar o motivo e a data da ocorrência.

Em caso de desenquadramento automático, nenhuma ação precisa ser realizada. Basta confirmar o processo pelo serviço consulta de optantes, também disponível no Portal do Simples Nacional.

Depois de fazer a alteração de MEI para microempresa, você começa a recolher conforme o regime tributário escolhido. Assim, você garante que sua empresa está regularizada perante o Fisco.

 

 

Fonte: ContaAzul Blog

Regras para a apresentação da DITR 2018

A norma sobre a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR), referente ao exercício de 2018, estabelece as regras e os procedimentos para a apresentação da declaração que tem prazo de 13 de agosto a 28 de setembro

Foi publicada, no Diário Oficial da União desta terça (31/07), a Instrução Normativa RFB nº 1.820, de 2018, que dispõe sobre a apresentação da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) referente ao exercício de 2018.
A norma estabelece as regras e os procedimentos para a apresentação da DITR relativa ao exercício de 2018, informa os critérios de obrigatoriedade, a necessidade do uso de computador na elaboração da DITR, o prazo para a apresentação, as consequências da apresentação fora do prazo estabelecido e a forma de pagamento do imposto apurado, entre outras informações.

Está obrigada a apresentar a DITR a pessoa física ou jurídica, exceto a imune ou isenta, proprietária, titular do domínio útil ou possuidora a qualquer título, inclusive a usufrutuária, um dos condôminos e um dos compossuidores.

Também está obrigada, a pessoa física ou jurídica que, entre 1º de janeiro de 2018 e a data da efetiva apresentação da declaração, perdeu a posse do imóvel rural, o direito de propriedade pela transferência ou incorporação do imóvel rural ao patrimônio do expropriante ou a posse ou a propriedade do imóvel rural, em função de alienação ao Poder Público, inclusive às suas autarquias e fundações, ou às instituições de educação e de assistência social imunes do imposto.

A DITR deve ser elaborada com o uso de computador utilizando o Programa Gerador da Declaração do ITR, relativo ao exercício de 2018 (Programa ITR2018), a ser disponibilizado à época própria no sítio da Receita Federal na internet.

O período de apresentação tempestivo da DITR começa no dia 13 de agosto e encerra às 23h59min59s, horário de Brasília, do dia 28 de setembro de 2018.

A multa para o contribuinte que apresentar a Declaração depois do prazo é de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, lançada de ofício e calculada sobre o total do imposto devido, não podendo seu valor ser inferior a R$ 50,00.
Se, depois da apresentação da declaração, o contribuinte verificar que cometeu erros ou omitiu informações, deve retificá-la apresentando nova declaração, antes de iniciado o procedimento de lançamento de ofício, sem a interrupção do pagamento do imposto. A declaração retificadora tem a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindo-a integralmente. Essa declaração deve conter todas as informações anteriormente declaradas com as alterações e exclusões necessárias, bem como as informações adicionadas, se for o caso. Para a elaboração e a transmissão de declaração retificadora deve ser informado o número constante no recibo de entrega da última declaração apresentada, relativa ao mesmo ano-calendário.

O valor do imposto pode ser pago em até quatro quotas iguais, mensais e sucessivas, sendo que nenhuma quota pode ter valor inferior a R$ 50,00. O imposto de valor inferior a R$ 100,00 deve ser pago em quota única. Em nenhuma hipótese o valor do imposto devido será inferior a R$ 10,00.

A primeira quota ou quota única deve ser paga até o último dia do prazo para a apresentação da DITR. As demais quotas devem ser pagas até o último dia útil de cada mês, acrescidas de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do mês de outubro de 2017 até o mês anterior ao do pagamento, e de 1% no mês do pagamento.

O contribuinte pode antecipar, total ou parcialmente, o pagamento do imposto ou das quotas, não sendo necessário, nesse caso, apresentar declaração retificadora com a nova opção de pagamento, e também ampliar o número de quotas do imposto inicialmente previsto na declaração, até a data de vencimento da última quota pretendida, sendo que, nesse caso, será necessário apresentar declaração retificadora.

O imposto pode ser pago mediante transferência bancária meio de instituições financeiras autorizadas pela Receita Federal a operar com essa modalidade de arrecadação ou por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), em qualquer agência bancária integrante da rede arrecadadora de receitas federais, no caso de pagamento efetuado no Brasil.

Mais detalhes consulte a IN RFB nº 1.820, de 2018.

 

Fonte: Fenacon

Planejamento Tributário como ferramenta para redução de impostos

Todas empresas precisam ou vão precisar, em dado momento, das habilidades de um contador

Todas empresas precisam ou vão precisar, em dado momento, das habilidades de um contador.Principalmente para realizar um bom planejamento tributário – essencial em uma economia que reconhecidamente tem uma das maiores cargas de impostos da América Latina.

No início do ano, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou um levantamento comparando a carga tributária para empresas no Brasil e em outros países. Segundo o estudo “A evolução histórica das alíquotas de imposto de renda em diferentes países e as potenciais consequências para o Brasil”, feito em parceria com a Ernest Young, o Brasil está distante da média mundial de tributação sobre a renda das
empresas.

Enquanto a média do imposto sobre a renda pago por empresas nos demais países é de cerca de 22,96%, a alíquota no Brasil chega a 34%.

Por essa razão e devido à complexidade da tributação brasileira, um planejamento na área tributária pode ajudar a gerar ganhos para o negócio, reduzir custos e ainda conquistar melhores resultados. Com uma boa gestão tributária, é possível evitar a incidência ou a reincidência de um imposto, além de encontrar meios contábeis e fiscais para reduzir o valor pago a título de tributos sobre cada operação ou tributo, por meios legais e regulares.

Dentro desse conceito, a elisão fiscal é uma prática contábilque permite adequar uma empresa ao formato mais vantajoso de pagamento de impostos, dentro da legalidade, por meio de uma gestão tributária inteligente.

O contador deve direcionar as operações internas do negócio e ser responsável por controles e apurações de impostos. Por isso, precisa estar em constante atualização.

Ao se submeter a um cuidadoso planejamento tributário, a empresa terá as informações necessárias para tomar decisões acertadas em relação ao regime de tributação, a fim de diminuir o valor gasto com tributos, mas mantendo-se dentro dos parâmetros legais.

 

Por Mariana Bruno para o Portal Contábeis

Saia das dívidas em sete passos

Sim, é possível sair das dívidas quitando-as, mas isso pede estratégia, mudança de atitude e uma boa dose de teimosia.

Se a dívida é de um real, mil reais, cem mil reais ou ainda mais… há saída (e não significa sair sem pagar). Antes de seguir as etapas é importantíssimo ter e fazer os dois Princípios abaixo:

Princípio 1. Traga a responsabilidade para você. Esqueça culpar governo, empresa, país, vizinhos, parentes. Evite desperdiçar energia para prosperar com as lástimas do passado. O que passou já foi, não importa o que gerou as dívidas; agora importa fazer a retomada e crescer financeiramente.

Princípio 2. Saia do conformismo. Para sair das dívidas será necessário sim um esforço, que pode não ser sacrifício mas será esforço. Tudo que exige mais de nós, da nossa zona de conforto pede esforço. É só imaginar a prática de um esporte: não é sacrifício porque a pessoa escolheu uma modalidade que gosta; mas para ter bons resultados terá de se esforçar. O mesmo valerá para quitar as dívidas.

De posse destes Princípios, sabendo que terá de vencer a vontade de culpar os outros além de ter consciência do esforço que será necessário, comece sua estratégia de sucesso para riscar as dívidas do seu caminho, tanto pessoal quanto empresarial:

1) Saiba como é sua dívida acumulada e a dívida cotidiana – Tire um tempo confortável e liste tudo, absolutamente tudo que é dívida acumulada, aquela que tira a sua paz: o que está atrasado, o valor atualizado e para quem. Depois liste tudo que é dívida cotidiana: são as contas de consumo (pois pagamos após consumir), plano de televisão, telefonia, além dos compromissos do dia a dia (financiamento de imóveis, mensalidade escolar, estimativa de supermercado, feira, farmácia) para saber claramente quanto custa a sua vida mensalmente. Entenda que a dívida acumulada tem de ser quitada até para que a dívida cotidiana esteja em equilíbrio. O seu objetivo futuro deve ser ter uma reserva para bancar as dívidas cotidianas e pagar sem jamais atrasar. Para saber isso é preciso ter a planilha financeira, sempre atualizada.

2) Anote o que gasta, não importa o valor – Cinco reais isoladamente parecem pouca coisa, mas acumulados podem bancar a quitação de uma dívida. Vamos saber onde o dinheiro está sendo gasto, e para isso só com uma lista de tudo o que foi gasto é possível determinar. Faça isso todos os dias, vai se tornar hábito.

3) Defina meta: até quando pagar tudo – De posse dos números da dívida acumulada, analise criteriosamente como vai pagar isso. Será necessário fazer mais dinheiro na grande maioria dos casos, portanto evite cair na meta miraculosa (em um mês tá tudo pago) ou na meta indefinida (em dez, vinte anos eu talvez pague).  Prefira ser realista do que otimista e calcule um tempo razoável.

4) Planeje a estratégia e corte custos – Analise a melhor forma de fazer mais dinheiro – RESISTA A PEDIR EMPRÉSTIMOS – e una a forma de fazer dinheiro com a forma de reduzir despesas. Lembre que isso tem um objetivo: trazer paz e equilíbrio financeiro. Se precisar cortar lazer por uns meses, faça. Vai ter de vender o carro (se não for algo que te ajude a fazer dinheiro), venda. Esqueça o orgulho. Todos os milionários já passaram por isso: quebraram, estruturaram e retomaram após acabar com o passivo endividado. Assim sendo, faça como os milionários: jogue o orgulho no lixo e faça dinheiro além de reduzir despesas ao máximo. Zero compras de impulso, zero cartão de crédito. É tempo de guerra.

5) Una toda a família nesta empreitada, una sua empresa, seja o líder da mudança – Nada adiantará se só você remar na direção contrária num barco onde todos vão para um lado só: coloque todos no mesmo barco com a mesma visão. Curiosamente, crianças são as primeiras a se motivarem com a redução de despesas. Estimule isso e faça com que sejam parceiras de economia. Os funcionários da sua empresa poderão ficar surpresos num primeiro momento mas depois vão entender e acreditar que seu líder, seu chefe está sendo honesto e determinado para o bem de todos. Evite esconder a situação, e movimente a energia para que a dívida acabe o quanto antes.

6) Foco, foco, foco – Vai acontecer o momento de desistir, quando tudo parece que não dá certo. INSISTA. Evite deixar para depois ou procrastinar. Siga firme no objetivo por mais que pareça impossível, pois na verdade não existe impossível. Traga o foco também para a família ou empresa. O nome disso pode ser teimosia, e fará um grande bem.

7) Inove – À medida que este plano de geração de renda e fim da dívida se desenvolver, certamente ideias novas virão para seus negócios, sua família e seu crescimento pessoal. É nesta hora que oportunidades surgem. Muita gente descobre novos mercados quando se esforça para vender mais e tem resultados incríveis. Na dúvida, lembre que o “não” você já tem. Faça, inove, empreenda.

 

Por: Suyen A. Miranda

Fonte: Portal Contábeis

O desafio da precificação

Ser preciso na hora de precificar um serviço ou produto define o sucesso de uma empresa.

Precificar mal um produto pode gerar um desajuste financeiro enorme numa empresa e perda de mercado. Se pensarmos em startup que ainda tem uma estrutura pequena, iniciante no mercado e com pouco capital o risco é maior ainda.

A dificuldade para precificar é enorme. Tanto que 89% dos empresários não sentem confiança na hora da formação do preço. Esse dado é resultado de uma pesquisa feita com 10 mil empresas brasileiras realizada pela startup Preço Certo.

O objetivo da startup fundada por Marcelo Roque e Roberto Assef é ajudar empresários não só a precificar, mas entender o que precisa ser alterado na gestão da empresa para melhorar a rentabilidade.

Para isso eles desenvolveram um software que a partir de dados fornecidos pela empresa, tais como incidência de impostos, taxas e comissões de vendas, despesas, custos de produção, pagamentos de fornecedores, gera informações como margem de lucro média, necessidade de capital de giro e qual o ponto de equilíbrio da empresa.

Os empresários têm como clientes empresas de todos os tamanhos e tempo de mercado. A maior parte é formada por e-commerces, um setor em que a competitividade é enorme e qualquer centavo faz diferença. Por isso a importância em estar atendo aos indicadores financeiros.

Marcelo conta que as lojas online, em geral, têm mais dificuldade em compor o preço já que ele varia de acordo com o canal de venda. Ou seja, o produto pode deve ter um valor no próprio site da loja e outro nos marketplaces. “Nesse caso é preciso adequar a estratégia”, explica.

Controlar indicadores deixou de ser tarefa do contador no final do mês na hora de fazer um balanço. Atualmente é importante ter a informação sempre disponível para tomadas de decisão rápidas. “Sem boa gestão e eficiência é muito difícil ser competitivo hoje no mercado”, diz. Orientação que se aplica a qualquer empresa.

 

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios – G1

Novos entrantes no eSocial terão desafios para adaptar cultura organizacional à tecnologia

Empresas que continuarem com documentos em papel e criando versões digitais das informações vão enfrentar problemas relacionados à inconsistência dos dados

Empresas com capital inferior a R$ 78 milhões deverão aderir ao eSocial a partir de julho. E, embora a primeira leva tenha sofrido com as adequações ao novo sistema, as menores também devem sofrer, principalmente com as questões relacionadas à cultura organizacional.

As empresas terão que mudar a forma com a qual gerenciam os dados internamente, pois precisam deixar de acumular documentação em papel para se adequar a uma rotina de digitalização, ou até mesmo de geração de documentos digitais.

Esse problema não é só das empresas menores. Em um primeiro momento, é possível até pensar que as empresas de menor porte são mais ágeis e conseguem resolver essa problemática mais rápido do que empresas gigantes, com milhares de funcionários, mas existe uma cultura processual no Brasil, muito baseada no papel, e que vai precisar mudar.

Robotização

O fato de boa parte das informações enviadas ao eSocial ter como base dados estruturados, como a folha de pagamento, tem tornado a Automação Robótica de Processos (ou RPA – Robotic Process Automation), também chamada de robotização, um dos assuntos mais comentados para facilitar a digitalização do RH e a adequação às exigências do eSocial.

Esse assunto, no entanto, tem esbarrado em uma série de obstáculos culturais, como a falta de conhecimento sobre o que pode ser robotizado. A robotização é ideal para processos que envolvam informações estruturadas, atividades repetitivas e que levam muito tempo. Na área financeira, que é uma das que avança mais rápido em termos de digitalização, não é difícil encontrar processos diários que se encaixem nesse padrão. No RH, no entanto, apesar do constante avanço dos últimos anos, as organizações ainda encontram dificuldades.

Existem vários processos que precisam ser automatizados com a implantação do eSocial, que vai adentrar a terceira fase de implementação e, em julho, vai ter início para empresas com faturamento inferior a R$ 78 milhões, incluindo Simples, MEIs e pessoas físicas que possuem empregados.

Hoje, exceto pelos documentos de admissão dos funcionários, a maioria dos documentos do RH, por meio do certificado digital, já podem nascer totalmente digitais.

As empresas que continuarem trabalhando com documentos em papel e criando versões digitais das informações possivelmente vão enfrentar uma série de problemas relacionados à inconsistência dos dados. Isso porque todas as informações relativas aos trabalhadores vão estar no eSocial, incluindo exames admissionais, novos empregados, demissões, entre outros.

Diante deste cenário, o sincronismo de informações vai ser essencial para evitar problemas relacionados a dados duplicados ou documentos com múltiplas versões divergentes, que vão dar ao RH um volume muito maior de trabalho para analisar as informações antes de submeter os dados de múltiplos departamentos ao sistema.

Além disso, as empresas também terão que adequar os seus sistemas e cultura organizacional a um novo paradigma, muito mais digital. Querendo ou não, o eSocial acabou impondo a realidade da Transformação Digital para muitas empresas em RH. Agora, vai ser preciso correr atrás do prejuízo.

 

 

Por: Juliana Trindade, Gerente de Projetos da Access

Fonte: Computer world

Você realmente entende o que é dívida e lucro na sua empresa?

Gestão financeira não é uma tarefa simples. Poucos sabem lidar bem com a real compreensão do que é uma dívida e como ela se manifesta no histórico financeiro de uma empresa. Isso leva ao erro de conduzir as entradas de forma iludida na hora de pagar contas e contar com investimentos. Isso é ainda pior quando se considera o que é lucro.

É por isso que por mais empreendedor que seja o espírito de muitos brasileiros, ter ideias inteligentes e iniciar um negócio, não é nem o começo da real batalha que é ter uma empresa. Não é estranho que a taxa de mortalidade dessas seja tão alta e a maioria não passe dos primeiros quatro anos.

Não é uma questão de ganhar muito dinheiro de uma vez, mas sim de gerir bem o que é ganho. O mercado tem altos e baixos, e mesmo que os lucros sejam constantes e elevados, se não há uma atenção às saídas, logo o que era muito passa a ser insuficiente. Gastar mais do que se tem, contar com entradas que ainda não aconteceram, é um comportamento comum.

Contar com as saídas que ainda não aconteceram, mas vão ocorrer com certeza, isso é um pouco mais difícil, sobretudo porque muitas vezes não há uma compreensão total de quantas e quais são essas saídas. É por isso que gestão financeira anda lado a lado com a contabilidade gerencial. Esta proporciona ao gestor, estruturação contábil, demonstrativos e informações sobre a realidade da saúde financeira do negócio.

A projeção do fluxo de caixa vai considerar em que meses haverá quais parcelas das saídas, e qual o lucro real para cada momento da empresa. Isso evita que dinheiro que entra e sai sejam considerados de forma errada. Isso ainda evita contrair novos débitos para sanar dívidas anteriores, que muitas vezes vem com juros mais altos no futuro.

A verdade é que a contabilidade gerencial é essencial como ferramenta de análise dos dados econômicos da empresa, e isso serve para todos os tamanhos de empresa.

Interpretar os dados não é simples, mas a metas traçadas são muito melhor compreendidas, é possível apurar custos, usar de forma adequada o orçamento da empresa, identificar os pontos de alta de baixa de desempenho, indicando onde é preciso mais investimento ou maior ou menor esforço, isso sem considerar o planejamento tributário, e a determinação de momentos de altas ou baixas de preços (quando é necessário ser mais ou menos agressivo no mercado, com promoções que visem ampliar o número de clientes, por exemplo).

Tudo vai muito além de Receita – Despesas = Lucro. Há uma ordem de despesas muito maior do que isso, e considerações que variam com o tempo. Quando essas considerações são ignoradas, dívidas se formam. Uma dívida é algo que não está previsto, ou está em atraso, algo que foge ao controle contábil. Se um custo não se enquadre nisso, ele não é dívida, ele é parte do processo. Assim como o lucro não é o dinheiro que “sobrou no mês”, mas é aquilo que realmente se pode retirar da empresa e que não a compromete no presente e no futuro, é algo que está além dos investimentos, é um dinheiro “isento”, por assim dizer.

Pode parecer simples quando comentado dessa forma, até mesmo óbvio, mas a gestão intuitiva ainda é forte em muitos negócios, sobretudo os menores. E tudo pode ser facilmente resolvido, através da consideração analítica da contabilidade gerencial. Sem isso, são cada vez mais tiros no escuro. Os processos são complexos, há cálculos a serem considerados, que nem todos estão aptos a fazer, dai a importância do contador. Essa estrada é longa e cheia de percalços, e sem compreender o caminho é impossível ir adiante.

 

Por: Adão Lopes – Mestre em tecnologia e negócios eletrônicos e CEO da Varitus BRASIL

Fonte: Jornal do Comércio

Saiba tudo sobre a obrigatoriedade do envio de NF nas postagens com os Correios

Você sabia que a nota fiscal passou a ser obrigatória para postagens de vendas pelos Correios? A regra está valendo desde o início de 2018 e tem impactado as pequenas e médias empresas que atuam no e-commerce e não faziam sua emissão de forma regular.

A medida foi feita para facilitar a fiscalização e evitar que o produto seja retido ou, ainda, que o consumidor tenha que pagar taxas e impostos diretamente. No entanto, a regra ainda gera dúvidas e nós iremos esclarecer todos os pontos dessa obrigatoriedade.

Qual o motivo da mudança?

Emitir notas fiscais sempre foi obrigatório na legislação ao se vender mercadorias ou prestar serviços, mas algumas empresas não davam a devida atenção. Com o aumento das vendas no e-commerce, as secretarias da Fazenda têm tido dificuldades em monitorar as operações e controlar os impostos. No ano passado, foi realizada uma grande ação de fiscalização e se constatou a falta dos documentos fiscais em diversas encomendas que foram retidas nas agências dos Correios, e para serem retiradas exigiu-se dos consumidores os pagamentos de impostos. Para evitar esse tipo de medida que prejudica o consumidor, passam a ser exigida as notas fiscais anexadas às encomendas.

O que deve ser emitido?

A principal dúvida que fica é: devo emitir NF-e, NFC-e/Cupom Fiscal ou Declarar o Conteúdo? Na verdade, o que deve ser emitido é a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e impressa sua Danfe para acompanhar a mercadoria. Muitas empresas que fazem venda em lojas ao consumidor acham que basta emitir um cupom fiscal. O cupom fiscal ou SAT/NFC-e são emitidos quando há o consumo na loja, ou seja, a mercadoria é vendida e retirada no mesmo ato. Ela não serve nas vendas de entrega futura ou ainda interestaduais.

Para o Microempreendedor Individual (MEI), conforme prevê a Resolução 94/2011 do Comitê Gestor do Simples Nacional, é dispensável a emissão do documento fiscal nas operações com venda de mercadorias para pessoa física e nas operações para destinatário pessoa jurídica, quando esse emitir nota fiscal de entrada. A emissão da nota fiscal na origem, para empresas que compram de um MEI, é obrigatória em alguns Estados, como São Paulo. Nesses casos, o MEI deve apenas preencher a declaração de conteúdo quando a operação for efetuada com pessoa jurídica.

O que deve conter na emissão da NF-e?

Se você não emitia notas fiscais e passará fazê-la, existem alguns pontos que precisam de sua atenção. Isso servirá para que você entenda o impacto que isso terá na sua precificação e rentabilidade.

Regras de Substituição Tributária e Código CEST

Se você compra ou revende produtos de substituição tributária, fique atento às regras e ao convênio entre os Estados. Não estar atento a isso fará com que você deixe de pagar determinados impostos ou pagar mais impostos que o devido.

Outro ponto importante é o código CEST (Código Especificador da Substituição Tributária) da mercadoria, que deve ser verificado e incluído na nota fiscal. O código tem o objetivo de identificar as mercadorias transacionadas com o objetivo de ampliar as informações do Fisco sobre essas operações.

Regras de diferencial de alíquotas na venda para o consumidor final

Nas vendas para o consumidor final em operações interestaduais é exigido a cobrança do ICMS diferencial de alíquotas.

Classificação fiscal da mercadoria para recolhimento dos impostos

Todas as informações fiscais para as operações de venda de mercadoria estão na nota fiscal nos códigos: CFOP (Código Fiscal de Operações e de Prestações das Entradas de Mercadorias e Bens e da Aquisição de Serviços), CST (Código de Situação Tributária) e CEST (Código Especificador da Substituição Tributária).

Utilizar de forma errada esses códigos na nota fiscal pode levar a sua empresa a pagar impostos indevidos ou se tornar irregular perante o Fisco. São muitas regras, portanto o auxílio de um contador é essencial para que não hajam erros e prejuízos.

 

 

 

Fonte:  Porta da Classe Contábil